
Oi. Sinto sua falta.
Eu insisto em dizer oi, porque tchau não vou conseguir nunca.
Então, oi. Te amo. Hoje. Amanhã. Até o fim da minha vida.

E agora você diz que não se entrega mais e ainda diz sonhar em ser feliz. E eu digo que um dia eu vou te ver cantando por ai, a semear sorrisos como um bem-te-vi comemorando a luz de um novo amor, pois nada é feito em vão não fique ai parada sofrendo por uma paixão finada que te impede de sorrir. Manda quem te machucou pra bem longe daqui, deixa o que te faz feliz chegar e revestir. Deixa quieto o canto dentro do seu peito que dizia “Por favor não quero me ferir!” levante a cabeça que é hora de acordar.
Bem te vi, scracho.

Sentia saudade. Na verdade, sentia a saudade tão real, tão nítida, que chegava a imaginar que ela era parte do seu corpo. Sofria sozinha, calada, sem reclamar com ninguém, apenas sorria e dizia estar bem. Dizia pra todos, dizia inclusive pra si mesma, tentando se convencer que aquilo era a verdade. Mas não era. Toda vez que ouvia certa música, que ouvia certo nome, que via certa cena, ela lembrava, e era como se algo queimasse em seu peito. Mas mesmo assim, mesmo com essa dor constante, ela se levantava da cama, todas as manhãs, e dizia pra si mesma : Vai passar.

Quando vejo uma foto sua eu tenho a prova de que saudade não mata.

Nos encontraríamos naquela cachoeira, conversaríamos sobre que rumo nossa vida levou, sobre como foi bom aquele dia que nos conhecemos, e de como ficou na memória quando nos afastamos. E vou te contar que marcou, que ficou uma cicatriz bem funda e talvez até te mostre toda a minha dor. E então, vamos nos beijar igual a primeira vez. Vou jogar seu boné no chão, e de pouco em pouco, estaremos no chão também, em cima das roupas, em cima das folhas. E quando acabarmos conversaremos mais, e vou te contar sobre quantas noites acordei te procurando na minha cama, quantas vezes chamei outra pessoa de amor e lembrei de você, quantas vezes esperei ouvir tua voz quando meu celular tocou. E sempre acreditei que iria te ver de novo, sempre acreditei que você ia voltar. Vamos nos despedir com um beijo, e bem no fundo eu vou saber, e você também vai saber que é um adeus. Mas aí quando eu for embora você vai notar que me ama também, que quer sempre visitar essa cachoeira comigo. Você vai me ligar, e eu vou me surpreender quando você falar com a voz manhosa que tá com saudade, e que não quer mais me ter de uma forma incerta. Eu só iria te dizer sim, não conseguiria pensar em nada inteligente pra dizer. Mas na minha mente vai estar sempre guardado que eu te amo muito, mesmo que isso nunca saia da minha imaginação.

Ah, também acho muito bom quando você esquece os olhos bem em cima dos meus. E ficamos assim, em um contato direto, uma viagem interna cheia de lembranças, e te confesso que gosto muito de me sentir assim, fora de órbita, sem rumo, meio perdida dentro de mim.

Eu fico aqui enquanto você vai embora sem olhar pra trás, observo você levar de pouco em pouco partes de mim que antes eu nem sabia que existiam.

Você não tem ideia, mas ultimamente eu ando tão sem luz, tão distante de mim e de tanta coisa em que já acreditei ser verdadeiro.
b

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com as noites que ficaram mais longas, não saber como encontrar coisas que te façam parar de pensar nele, não saber como parar as lágrimas quando escuta aquela música, não saber como vencer a dor de um silêncio que não tem nenhuma resposta.

Pouco importa a idade, a cor, o tamanho ou a religião. Quanto o assunto é dor, pra todos tem a mesma intensidade, a única diferença é que alguns demonstram mais.
b

Coisas assim me matam aos poucos por dentro.

Quem vive no inferno reza pra quem ?

Eu amo seus olhos. Seu cabelo, suas roupas, seu sorriso. O jeito que você fala, a cara que você faz quando fica irritado. Eu amo tudo que vem de ti, porque na verdade … Eu te amo.

Você sabe o quanto me machuca te ver indo embora ?